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Mentoria Tradicional x Mentoria Estratégica


Algo que pode transformar o processo de desenvolvimento e aprendizagem.

Quando pensamos em mentoria, imediatamente nos passa pela mente a figura de um "pai" ensinando algo ao seu "filho".
Ou seja, alguém com muita experiência passando conhecimentos para outra pessoa. As organizações chamaram isto de "mentoria" e isso é muito antigo.

A palavra "mentor" origina-se do poema épico grego A Odisséia, escrito por Homero. No conto, Mentor é um personagem sábio e amigo fiel de Ulisses - Rei de Ítaca. Obrigado a partir para a Guerra de Tróia, Ulisses resolve deixar o filho, Telêmaco, aos cuidados de Mentor. Os anos passam, o Rei não retorna e Telêmaco sente-se inseguro com os constantes assédios dos pretendentes que tentam seduzir sua mãe Penélope. Ele decide ir em busca do pai e parte na companhia de Mentor cujo a tarefa era dar-lhe suporte e orientação. Ele passa a ser considerado como um segundo pai e professor de Telêmaco.  

Anos e anos depois o termo Mentor passou a ser usado com o apelo de ensinamento ou transmissão de conhecimentos e chegou ao ambiente corporativo. Existem muitos casos famosos de CEOs de sucesso que, por detrás de algumas de suas ações mais duras, a figura de um Mentor.  Steve Jobs, Bill Clinton, Bill Gates, Jack Welch tiveram a oportunidade de trocar ideias com seus mentores em momentos difíceis e de transição.

Mas por que a mentoria clássica, tradicional não funciona? Eu diria que existem 5 fatores principais.

1) Os processos de mentoria geralmente são top down. Alguém no topo decide e enxerga a necessidade, e o processo de algum modo, é iniciado. Isso nem sempre obtém o melhor das pessoas. Nem sempre elas estão dispostas e entendem o real motivo de um processo de mentoria - tanto quem faz o papel de mentor como o profissional aprendiz;

2) Na mentoria tradicional, os mais experientes e com mais tempo de "casa" são os mais fortes candidatos ao papel de mentor. Isto acaba excluindo potenciais detentores de conhecimento, mais jovens;

3) A mentoria é encarada por muitos como algo burocrático e pouco funcional, nem sempre existe foco no que deve ser uma meta do processo e isto desmotiva os participantes;

4) Os processos de mentoria são realizados de modo pontual e não estão alinhados com estratégias maiores da organização. Neste caso o processo acaba caindo em descrédito e seu uso passa a ser secundário em termos de prioridade;

5) Os mentores não são devidamente preparados para entender e efetivamente aplicar os conceitos e práticas de "mentoring". Muitos acreditam que apenas uma conversa ou uma aula com powerpoint bastam para gerar a mentoria. Acabam caindo no lugar comum dos treinamentos on the job.

Nos últimos anos um conceito um pouco diferente de mentoria tem surgido como alternativa ao modelo tradicional - trata-se da mentoria moderna ou estratégica, como é mais conhecida. Neste modelo o processo deixa de ser top down e passa a transformar-se em uma grande rede de troca de experiências e aprendizados. O papel de mentor deixa de ser uma exclusividade dos mais experientes ou de cargos mais altos. Os resultados são surpreendentes.

Dias 11 e 12 de março teremos em Curitiba a primeira turma de certificação em Mentoria Estratégica - programa Mentor Talks®. Vagas limitadas.

Eu espero você lá.

Renato Ricci

Creative Learning Institute Brasil

www.creativeinstitute.com.br





por Renato Ricci

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